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domingo

Cabos de Bateria

Ter uns cabos de bateria por perto pode fazer toda a diferença,
ou porque algum azar aconteceu,
ou porque simplesmente fazem falta...
e tentar por um motor de 600cc monocilíndrico de empurram não é pêra doce.

Pessoalmente nunca necessitei de usa-los
mas os que eu fiz já foram usados muitas vezes por amigos.

- Lembro-me dum fim de semana nos Eskimós de 2012,
que trabalharam que nem uns desalmados, eheheh
pois o frio extremo é inimigo de qualquer bateria, e "vira do avesso" qualquer uma que já esteja cansada ou em fim de vida (mas ainda ok para o dia a dia no verão)
 




O material escolhido para fazer os cabos é barato e fácil de adquirir:

- 4 crocodilos de tamanho intermédio
- 1,5M + 1,5m de fio condutor flexível com 4mm de secção


Ferramenta necessária:
- um alicate
- um canivete
- um alicate de cravar
  (apenas para um melhor acabamento)





Cravar o fio no crocodilo, deve ser feito (ou pode ser feito),
1- descarna-se o fio
2- crava-se o cobre como se pode ver a 2ª imagem
3- e por ultimo crava-se o isolamento do fio como está a 3ª imagem
Ao cravar-mos o isolamento do fio, faz como que no futuro o cobre não venha a sofrer de stress nessa zona e dá-nos a garantia de poder durar uma vida.





Umas das grandes vantagens destes cabos,
é o pouco volume que ocupam e a facilidade com que se transportam.

Na imagem em baixo,
podemos comparar o tamanho duns cabos normais, com os nossos cabos "feitos em casa"
Ficam com o volume dum crocodilo dos "ditos normais".





A escolha do cabo de 4mm de secção
foi feita baseado que é mais que suficiente para os poucos segundos que vão ser usados (eventualmente podem aquecer, numa utilização mais demorada, mas fazem o trabalho sem corrermos riscos)

Ter optado por um comprimento de 1,5m,
é para facilitar o transporte, e tem o tamanho "quanto basta" para usar de mota para mota, ou até mesmo dum carro para uma mota.


Usar os cabos com o auxilio duma bateria de carro, necessita de alguns cuidados:
o carro deve ter o motor parado, e de preferência sermos breves nessa ligação...

Não existe problema nenhum em a bateria ser mais forte (amperagem), pois a mota só vai retira aquilo que necessita;
O problema é se a bateria do carro também estiver moribunda ou para lá caminhar.
Ou seja, o motor da mota vai começar imediatamente a carregar a bateria da mota,
vai ter que alimentar o motor para a faisca da vela (ou velas) e etc etc...
e se a bateria do carro estiver moribunda, vai ser também carregada pelo circuito da mota,
e quando isso acontece o nosso rectificador vai entrar em esforço ou ultrapassar o limite do seu máximo... mas desde que tudo seja breve, nada de mal acontece. e existe um fusível que em ultimo caso queima-se para proteger o rectificador.


Usar os cabos de mota para mota, é como no exemplo anterior,
mas podemos ter o motor da outra mota em funcionamento (ou não).


As tentativas ou tentativa de dar ao "start" deve ser de curta duração de 2 a 3 segundos,
e com intervalos entre elas de 6 ou mais segundos.
Isto para que o relé de arranque não aqueça o contacto, e se aquecer, dar-lhe tempo para arrefecer.
Eu também uso esta regra sempre que dou ao "start" no dia a dia.



E pronto... acho que pouco mais podemos acrescentar
OBRIGADO pela visita
e com os cabos na bagagem lá vamos nós

6 comentários:

  1. Mais uma bela ideia
    abraço

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  2. Bom ensinamento.
    E para aquelas que usam Injecção e 300 kgs de peso, nem pensar em empurrar.
    Obrigado Edgar

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. OBR Amigo :)
      Pois é ! bem lembrado... eheheh...
      numa mota com injecção tudo se complica se a bateria estiver descarregada, pois fica sem energia para a centralina poder iniciar o processo de arranque... e nem de empurram lá vai.
      OBR pela visita e pela dica
      ABR (Edgar)

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